Automação aberta avança na indústria e reforça papel do Brasil em novos investimentos

Automação aberta avança na indústria e reforça papel do Brasil em novos investimentos

Com avanço da digitalização e da demanda energética, Schneider Electric aposta em soluções flexíveis para modernização industrial 

A automação industrial vem ampliando seu papel estratégico ao ir além do controle de processos e assumir função central na geração de dados e na tomada de decisões. Em um cenário marcado por eficiência, descarbonização e digitalização, soluções abertas e definidas por software passam a orientar a nova fase de modernização da indústria.

O tema esteve no centro de um encontro promovido pela Schneider Electric, em São Paulo, nesta quinta-feira (19), que reuniu especialistas da indústria e jornalistas como parte da agenda do Brasil ligada à Hannover Messe 2026. A iniciativa reforça a aproximação industrial entre Brasil e Alemanha às vésperas da feira, que terá o Brasil como país parceiro nesta edição.

A companhia aposta em plataformas como o EcoStruxure Automation Expert, que permite desacoplar hardware e software e viabilizar uma modernização mais flexível e escalável. A proposta é reduzir custos, aumentar a eficiência energética e acelerar a adaptação das indústrias às mudanças do mercado.

Segundo Roberto Rossi, presidente da Schneider Electric no Brasil, a aposta em automação aberta, materializada em plataformas como o EcoStruxure Automation Expert, está diretamente ligada ao ganho de eficiência nas operações industriais. “Essa nova abordagem de automação pode liberar entre 20% e 30% de eficiência, seja em CAPEX, OPEX ou na capacitação de pessoas. É assim que a empresa vem se posicionando como parceira tecnológica em energia e indústria”, afirma.

Nesse contexto, o Brasil é visto como um país favorável para expansão de setores eletrointensivos, como o de data centers, além de segmentos como biocombustíveis e fertilizantes. Esse movimento está diretamente ligado à disponibilidade energética e ao potencial de ganho de eficiência ao longo da cadeia.

Para Carlos Selestrin, diretor de automação industrial da companhia, a digitalização da infraestrutura elétrica é um dos fatores que reforçam essa atratividade. “O Brasil está bem posicionado pela sua matriz energética e pelo nível de tecnologia já implementado. Existe uma expectativa consistente de crescimento do segmento de data centers nos próximos anos”, diz.

Apesar de desafios históricos, especialmente na transmissão de energia, o executivo avalia que os principais gargalos já estão mapeados. “A percepção é de que esses pontos vêm sendo endereçados, o que não deve impedir ciclos iniciais de investimento”, pontua.

Créditos: Camila Picolo

Automação aberta e definida por software

A automação aberta possibilita que as plantas avancem de forma progressiva, evoluindo conforme as necessidades do negócio sem depender de ciclos rígidos de modernização. O resultado é uma operação mais resiliente, adaptável e preparada para responder às mudanças do mercado com maior rapidez e menor custo ao longo do tempo.

“A automação aberta traz liberdade real para que as operações cresçam no seu próprio ritmo. Com o EcoStruxure Automation Expert, nossos clientes conseguem modernizar sistemas de forma progressiva, reduzir a complexidade de integração e ganhar mais eficiência ao longo de todo o ciclo de vida. É uma mudança que permite evoluir sem rupturas, conectando energia e processos em uma única visão e preparando as plantas para um futuro mais digital, flexível e sustentável”, afirma Carlos Selestrin.

Casos de sucesso

O evento apresentou ainda um painel composto por empresas do ecossistema da Schneider Electric que já avançam na adoção de automação aberta e definida por software. Executivos da Nestlé, Tyconnex e Piovan compartilharam suas jornadas na transição de sistemas tradicionais para arquiteturas mais abertas e interoperáveis, destacando ganhos concretos em flexibilidade operacional, eficiência e capacidade de adaptação.

Créditos: Camila Picolo

Os depoimentos mostraram que a automação baseada em software já é uma realidade nas indústrias brasileiras e globais, proporcionando operações mais ágeis, sustentáveis e competitivas, em linha com a evolução da automação industrial e a crescente necessidade de resiliência e adaptabilidade no setor.

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Fonte: www.osetoreletrico.com.br