20 fev Plugues e tomadas: a fronteira entre a eletrotécnica e a eletrônica
Originariamente definida como a fronteira entre a eletrotécnica e a eletrônica, os plugues e suas tomadas passaram a ser apenas mais alguns componentes das questões que envolvem o suprimento de energia, desde as fontes, até as cargas. No entanto, sua utilização requer cuidados relacionados às especificidades de alimentação das cargas, sendo seus plugues conectados diretamente em tomadas ou em outros pontos de acionamento como disjuntores e outros, em função dos valores das correntes elétricas previstas.
Difícil tratar desse assunto no Brasil sem considerar a normalização ABNT NBR14136, com correntes de 10 A e 20 A, de onde as Figuras 1 e 2 foram extraídas; notar que, mesmo plugs e tomadas sem o polo de terra, são normalizados em função da aplicação desejável. Diversas normas associadas estão nesse contexto, como a ABNT NBR16008, sobre extensões elétricas, ou a ABNT NBR14936 sobre adaptadores.
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Figuras 1 e 2 (NBR14136)
Os cuidados a serem tomados consideram entender os riscos que todos corremos, incluindo os usuários das instalações sem formação elétrica (NR10-códigos BA1, BA2 e BA3), riscos esses relacionados ao patrimônio além de atentar contra suas próprias seguranças, dos operadores e usuários.
Alguns pontos de atenção devem ser considerados na utilização combinada dos componentes listados; as tomadas disponíveis nas instalações, as extensões e os adaptadores.
Considerando a alimentação de cargas eletrônicas e de tecnologia da informação (TI) em especial deve-se atentar que:
- O ponto de conexão da carga, sendo tomada ou outro ponto de conexão devam possuir características adequadas de tensão e corrente à da carga ou ao conjunto de cargas e com sistemas de aterramento adequado.
- Que uma eventual extensão a ser utilizada mantenha as características do ponto original (tensão e corrente). Na prática a corrente nominal da extensão (ou régua/trilho), seja caracterizada pelos dados de placa, dados do plug ou de outra conexão que deva atender a demanda das cargas ligadas à extensão.
- Que não se apliquem situações de extensões alimentadas por outras extensões, com grandes possibilidades de perda de aterramento, mudança de características de capacidade de corrente, e sobrecargas, comprometendo a confiabilidade de suprimento à carga.
- Que o uso de adaptadores criminosos que “convertem” magicamente plugs de 10 A em 20 A sejam eliminados do mercado e naturalmente não sejam aplicados.
- Que a prática “ancestral” efetuada por imbecis de plantão de cortar os polos dos plugues de aterramento sejam eliminadas.
- Que as gôndolas dos comércios especializados (ou nem tanto) sejam fiscalizadas e proibidas de apresentar produtos sem a devida certificação. Esse assunto é de saúde pública.
Se as medidas e as especificações técnicas de plugues e tomadas listadas aqui forem observadas, certamente serão eliminados riscos consideráveis tanto às instalações elétricas, quanto à segurança dos seus usuários.
Sobre o autor:
Por: Eng José Starosta – Diretor da Ação Engenharia e Instalações Ltda
jstarosta@acaoenge.com.br
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Fonte: www.osetoreletrico.com.br